domingo, 16 de novembro de 2008

PORTICO: Antes e depois de Marx


De novo Marx e o marxismo. Muito do dito por Marx não é novo nem original. Antes de Marx já os católicos se opunham ferrenhamente ao capitalismo selvagem, a "exploração do homem pelo homem", e identificavam claramente os erros do sistema liberal. O jesuíta Fernando Bastos demonstrou que algumas "novidades" do filosofo alemão já tinham sido indicadas pelos cristãos antes mesmo da publicação do Manifesto do Partido Comunista, em 1848. Veio Marx, foi acolhido e parte do mundo se tornou vermelho, um Império levantou e caiu no mesmo século. Depois de Marx, e pouco antes da queda do Muro, vieram as reformulações dos princípios marxistas. Para sobreviver foram necessários Socialismos novos. Apresentamos-lhes esta semana um texto pré-marxista sobre a pobreza, da autoria de um do professor e advogado do século XIX, Antoine Frédéric Ozanam, católico e beato reconhecido pela Igreja. Junto, um texto atualíssimo do Papa Bento XVI sobre a necessidade de estruturas justas. Uma análise enxuta de uma nova quimera, o chamado Socialismo Liberal, é feita pelo professor chileno Joaquim García Huidobro, da Universidade de Valparaiso. No artigo de opinião Pedro Guedes da Silva, diretor do site português Alameda Digital analisa o impacto de Gramsci entre nós. Quem como católico não tem experimentado a exclusão a priori das suas convicções perante os dogmas esquerdizantes no espaço universitário? Sobre este ponto, para concluir, oferecemos um pequeno e saboroso texto do filosofo brasileiro Miguel Reale. Em portada, uma pintura da serie Hammer and Sickle de Andy Warhol, 1977. Boa Leitura.

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